Segunda-feira, 04.02.08
Hoje vi um destes cartazes em Lisboa. Um puto com cara de estúpido agarrado a duas febras. Dirão os cínicos que é o mesmo que dizer que uma gaja vale metade de um tipo. Mas é um erro. As gajas têm que ser sempre duas para um, gajo que é gajo não se contenta por menos. Ou seja, não são elas que valem metade, mesmo que tenham ar de quem já menstrua duas vezes por mês, eles é que valem o dobro, ainda que não tenham cheiro a sovaco que se preze. Estamos entendidos?
Ao chegar a casa, confirmei que não era apenas um desvario de outdoor. É mesmo verdade, como se pode confirmar aqui. As pitas continuam com ar de frangas matulonas, e o man a precisar de uma pilosidade mais fértil. Pelo menos, para aguentar com aquelas duas. Mas o que me impressionou mais nem foram as imagens. Foram mesmo as palavras de ordem. Gostava de saber quais são as escolas de 1º Ciclo com alunos destes. Devem ser uns burros que não aguentam com a tabuada. E quais serão as creches com pitinhas destas. Será uma homenagem ao insucesso escolar?



De tempos a tempos há que organizar o caos (não parece mas dentro da caixa estão algumas centenas de CDs... aiiii).






Sendo, claro, o A.C. Antes de Carla, na altura em que - lembram-se? - o senhor achava que a defesa da sua privacidade era ponto assente (e eu até concordo com ele):


Com o advento do D.C. perguntas de jornalistas sobre a sua vida sentimental já não o enervam, antes lhe provocam sorrisos e divagações metafísicas sobre o amor, a hipocrisia(dos outros) e a mentira (dos outros). Como dizia o poeta, "mudam-se os tempos muda-se a vontade".Aaah! e claro, como o senhor afirma agora, ele não quer instrumentalizar nada:



"No El País, Ratzinger defende que a fecundação in vitro é contrária à dignidade humana, porque contra natura. Em matéria de heterodoxias, a única coisa que o Papa tolera é mesmo uma concepção sem queca."

n'O Número Primo

Aviso importante: esta semana estou em mood mais "jacobina" do que habitualmente (ou seja bué jacobina). Não se espantem se entrar em regime monotemático... isto, claro, com um afolheamentozito temático pelo meio, porque todos sabemos que - usando uma analogia óbvia - a monocultura potencia o esgotamento dos solos.