Sexta-feira, 29.02.08

P A R A B É N S

A UMA DAS MELHORES PESSOAS QUE CONHECI NA VIDA

 

*junta-te à tua comunidade, vá!





(clicar na imagem)



Tendo eu uma irmã nascida a 29 de Fevereiro (parabéns, mana velha!) não me lembro da minha vida sem conversas sobre anos bissextos.



Houve uma altura na minha vida em que a rádio me era indispensável (alguns programas marcar-me-ão para sempre, como este... curioso, foi aí que a minha panca com os TMC, reassumida ontem,  começou), é por isso normal que me lembre muito bem do fenómeno da explosão das rádios piratas que caracterizou a segunda metade dos anos 80 em Portugal. Ainda tenho por casa uma K7, com um som miserável,com o  Black Album do Prince (álbum também pirata), ouvido e gravado na desaparecida Correio da Manhã Radio (101.5 FM era a frequência, acho). Nessa altura era a música o que mais me atraia na rádio (et oui, os discos eram caros e não havia cá pirataria para ninguém) mas, de repente, tudo mudou (inclusivamente os meus hábitos radiofónicos) ... surgiu a TSF que, ainda hoje, é a minha estação "por defeito" nos únicos momentos em que ouço rádio, ou seja quando estou no carro. Hoje é data "oficial" do nascimento da TSF mas houve um  antes de 88
e um um novo arranque, em 89.

(Post incompleto, estou à espera que um sonzinho acabe de descarregar para gáudio da fuckitall)



A polémica a propósito de uma cena de sexo num filme com Nanni Moretti relembra-nos que é assim que se faz, ok? E não se esqueçam de se olharem intensa e romanticamente... olhos nos olhos, já!



 Parece que na tal cena os actores - ó blasfémia! - fazem sexo de pé, vestidos e sem se olharem nos olhos o que levou Nicolo Anselmi, responsável pelo departamento da juventude da Conferência Episcopal Italiana, a afirmar coisas fantásticas, e cito o Público, "(...) preferia que a cena fosse mais romântica, e que até resultasse no nascimento de uma criança". O melhor mesmo é citar o Guardian, a fonte da notícia do Público «"The two actors make love standing, with their clothes on, without looking at each other," complained Nicolo Anselmi, a priest in charge of the youth ministry for the Italian Bishops' Conference. He added that he would have wanted the scene to be more romantic, perhaps even resulting in the birth of a child.

"It would be good if some of these professional actors started to be conscientious objectors and refused to shoot erotic scenes that are vulgar and destructive," he concluded."»




Quinta-feira, 28.02.08



Hoje (e só hoje, que a ressaca é lixada) o concelho mais feliz do Mundo, quiçá da UE. Ou é do país? (estou confuso)

 

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321029&idCanal=62

 

 

PS: um bom pretexto para revisitar um clássico




Do "The Apartment" fui para os The Apartments, a banda autora do original desta canção.

  Adenda: fica também o original referido acima




No Zero de Conduta descobri um link para um site onde podem ser vistos os cartazes de todos os filmes galardoados com o Oscar de "Melhor Filme". Apeteceu-me escolher este, não porque seja o mais bonito, mas porque este filme me faz sempre lembrar uma palavra de que gosto muito, "garçonnière" (e esta tradução para o inglês é uma delícia).



Para quem gostava de ter assistido à primeira sessão do ciclo "Lisboa e História" - "Reflexões sobre a morte de um Rei. 100 anos depois do Regicídio. Leituras de conjunto" -  e o não pode fazer, o José Reis Santos disponibilizou, no blog "oficial", os ficheiros sonoros com as três conferências. Sirvam-se se vos apetecer

O Eduardo Nobre, com um interessantíssimo apoio iconográfico, apresentou-nos a família real como poucos o conseguiam fazer. O Rui Ramos, que infelizmente não ficou para o debate, deambulou sobre o princípio do século XX, contextualizando-nos o ambiente de toda a trama. Por fim, o António Ventura apresentou-nos, também com alguma iconografia inédita, o Costa e o Buíça, os regicidas, também mortos a 1 de Fevereiro de 1908.

O debate foi animado.

Deixo-vos a gravação das apresentações, e lembro que a próxima sessão, «A Lisboa de... Rui Tavares», será no dia 31 de Março.



Quarta-feira, 27.02.08

MEXICO CITY (Reuters) - Mexico City, whose 20 million people produce enough sewage to fill an Olympic-sized swimming pool every minute, is fixing up its aging drainage system to avoid a pipe fracture that could flood entire neighborhoods, the subway and the airport with human waste.






(descarada e despudoradamente roubado ao Peão)



O meu filho mais novo contava-me que, em Área de Projecto, estão a ver uns filmes e a ler umas coisas sobre aquecimento global para se prepararem para um debate na próxima aula. Começamos a falar sobre o que é um debate, como se devem comportar as pessoas num debate, se se podem sugerir ou não soluções... chegados aqui ele diz-me "Podemos sugerir o uso de violência, não podemos, mãe?"... "aiii", pensei eu, mas lá lhe disse que dificilmente se poderia considerar a violência solução para o que quer que fosse (ser mãe também é, por vezes, pintar as coisas de rosa, sim), ao que ele replica "Ora, isso dizes tu, então não se fazem guerras por se achar que não há outras soluções? No ambiente também se pode achar isso". Ter um eco-terrorista-mirim em potência em casa não fazia parte das minhas expectativas, garanto-vos.



Mais um capítulo da saga do dr. maybe (o resto do folhetim pode ser acompanhado aqui).

Conversas Sodomitas X - Isto hoje é um pot-pourri

A propósito da questão "o que tu queres sei eu!" gostava de desenvolver o assunto do ponto de vista pragmático.  Ao se assumir o que se quer realmente, tudo é mais claro connosco e para os outros. "sim, é mesmo isso o que eu quero" será a resposta natural, com  continuação "... mas não contigo!". é mais ou menos o que acontece com o João César das Neves. Ele acha que na cabeça de muita gente não há senão sexo, e até é verdade, mas não é com ele.
É o que fizeram estes dois jovens? A partir de um imaginário próprio e da sub-cultura com que se identificam, desenvolveram códigos de demonstração de afecto diversos. Põe logo toda a gente a mão na cabeça e diz-se chocada, mas se pensarem bem, alguma vez na vida vos passou pela cabeça fazer algo na intimidade que eventualmente chocaria alguém, até mesmo o JCN. A diversidade sexual é tanta quanto é o número de pessoas no mundo. Apesar de nos identificarmos com os outros, na verdade a nossa identidade sexual é única. Como não pode ser dissociada da nossa própria identidade como um todo, ela é também única.  Porque é que não havemos de a exprimir em público?

Queria ainda sublinhar aqui os dez anos do viagra. Creio que se pode comparar o aparecimento da medicação para a disfunção eréctil com a pílula contraceptiva. Na verdade mais um  tabu foi superado, desta vez a fragilidade do sexo masculino, e um problema resolvido. Sejam quais forem os prós e os contras (começo a embirrar com esta expressão) a verdade é que veio para ficar e podemos todos hoje desfrutar do sexo com menos complexos, com outra segurança e sem nos preocuparmos com detalhes que não interessam para o momento.

(aqui um artigo mais completo)

dr.maybe



Porque não marcar a opção excelente em todas as alíneas? Afinal, os chefes excelentes fazem-se de subordinados assim.