Sexta-feira, 25.01.08

(...)Il existe encore une autre sorte de censeurs : les vertueux. Ceux qui, sur les publicités de lingerie notamment, taggent des phrases comme «Pute aliénée au Grand Capital» ou «Je suis une salope, je vends mon corps». Pour ces bien-pensant(e)s qui se targuent souvent de «féminisme», il est apparemment plus légitime de trimer dans une usine de conserves que de poser en culotte. Une femme qui se tue à la tâche, mal payée pour faire des choses répétitives, abêtissantes et qui le soir s’endort devant une émission TV débile est-elle plus libre qu’une mannequin ? Personnellement, je préfèrerais vivre au pays des putes. Marie Menges aussi d’ailleurs. [bold meu para aplaudir](...)

Agnès Giard no 400 Culs



O Blasfémias tem casa nova, vão lá visitar e levem flores...

Adenda musical shyzenta para a menina do 2º comentário a ver se deixa de ser inconveniente






... de uma mãe em busca de informação para não estar a apanhar bonés quando, previsivelmente, as próximas conversas domésticas começarem por "Mãe, o Tsonga ganhou ao Nadal! Ao Nadal??!!" ("Quem é o Tsonga?" seria a resposta mais óbvia se não estivesse agora a informar-me). É aquela história de nos devermos interessar (ou pelo menos fingir que nos interessamos) pelos temas que apaixonam os nossos filhos e tal.. Claro que tudo tem os seus limites e recusar-me-ei sempre a dar troco à rapariga nas conversas sobre Curling. Aliás só não a mando internar quando a vejo vibrar, em frente à TV, a ver loucos furiosos a varrer o chão freneticamente e dando gritinhos histéricos porque entendo a coisa como a manifestação do lado negro da criatura, é tão certinha em tudo que tolero este toque de insanidade.



Faz ou não mais sentido que os conselhos editoriais dos vários órgãos de comunicação social assumam claramente, durante os processos eleitorais, as suas escolhas? Sou sempre tentada a responder afirmativamente porque assim ninguém é defraudado. Isto vem a propósito da edição de hoje do New York Times onde pontificam dois textos em que são feitas escolhas claras, Hilary Clinton pelos democratas e John McCain pelos republicanos.





Eu já sabia que isto existia. Mas só agora o vi à venda.
Agora que se aproxima essa nefanda data de importação chamada Dia dos Namorados, aqui fica uma sugestão de prenda que irá tocar a criatura amada no mais íntimo do seu ser. Vende-se em lindas embalagens de três rolos, classificadas pela publicidade como "the perfect gift." Há várias cores à escolha, mas a estrela é sem dúvida o preto, "the sexiest paper on Earth": uma voluptuosa experiência que ficará, sem dúvida, nos anais da nossa vida.
Além de tudo, a ideia de que Portugal é uma merda fica definitivamente limpa pelo facto de se tratar de uma criação nacional, inovadora e demonstrativa de que temos não só olho para os negócios como negócios para o olho.
Aqui fica a sugestão, para todos os que acharem que há cu que aguente pagar 2.17 euros por um rolo de papel higiénico e achar que é sexy. Por mim, desde que vi "cartas de águas" nos restaurantes e garrafas de luxo à venda, com água de "poços da Noruega" e sei lá que mais proveniências exóticas, já nada me espanta. Há gente que merece tudo. Esqueçam a fome no Darfur, o drama de quem não tem que meter por cima, quanto mais deitar por baixo. Comprem. E caguem nisso.