Segunda-feira, 21.01.08
Depois de um interregno que ele mesmo explicará, temos de volta o dr.maybe para continuar a tertúlia dedicada ao tema "conversas sodomitas" (já sabem que seguindo este link encontrarão as anteriores).

Conversas Sodomitas VIII - A pornografia enquanto instrumento de aprendizagem

Caros leitores, depois de uma ausência causada por um vírus malévolo (eles atingem mesmo quando se está protegido e não foi por ser incauto no visionamento de sites porno!), volto às crónicas para falar de pornografia e a propósito de uma manifestação de apreço pela mesma demonstrada aqui pelos meus anfitriões. Não sendo um aficionado, reconheço o mérito da estimulação por imagens, sons e em particular aprecio a pornografia literária. O onanismo é uma prática fundamental para o nosso desenvolvimento e satisfação
e a sua ausência ou escassez resulta em tristes exemplares da nossa espécie.
Passemos à prática. Peço ao estimado(a) leitor(a) que veja com atenção este pequeno apontamento videográfico, acessível graças ao advento da internet que tornou a pornografia verdadeiramente democratizada.

Agora que puderam apreciar a destreza e atributos naturais dos actores nesta dramatização tão realista, façamos uma análise do visionado: Terão reparado na humidade na zona de acção. É um elemento fundamental para uma penetração bem sucedida, questão já abordada nestas crónicas (mas ainda não com a profundidade ☺ requerida). Esta pode ser feita de antemão, prevendo a acção e depois de uma lavagem íntima (no caso desta cena interessantíssima a lavagem foi intensa, indispensável dado o grande, hum, plano) e resultou numa imagem imaculada de brilho e suavidade do movimento.
Outra coisa que salta à vista é o à vontade com que os actores contracenam e o cuidado, atenção, dedicação e cadência com que o actor da direita (no ecrã) penetra o actor à esquerda. O segundo demonstra uma grande generosidade ao tomar com agrado o volume imponente do primeiro – este é um trabalho tantas vezes menosprezado e entendido como fácil quando na verdade requer saber conseguido muitas vezes com alguma dor. Todas estas qualidades dos actores representam uma experiência desejada para qualquer dos papeis e dá gosto ver tamanho talento.
Esta é apenas uma análise pessoal e estou certo que os leitores deste blogue que me acolhe, poderão encontrar outros pontos para aprendizagem e desfrutar de análises paralelas. Em alternativa podem apenas observar e enriquecer o vosso imaginário sexual. Aproveito para desejar umas boas entradas.
dr maybe
(adenda obscena: o post tinha problemas de visualização no IExplorer, mas não no Firefox. Agora acho que já está tudo arranjadinho. Bale?)



Jean Genet "visto" por Cocorosie (e Antony)



e pelos Pogues







Ainda sobre as minhas comichões da semana passada.

Se questo è un saggista, pelo Vasco M. Barreto

O palácio das araras, pelo João Pinto e Castro

E agora, sobre coisas realmente importantes, confesso que a dúvida retórica de José Bandeira também me aflora o espírito em ocasiões parecidas:

Que tipo de sádico sem coração convoca um jogo de basquetebol para as oito da manhã de um sábado?(...)



Começa a andar nas bocas do mundo uma petição que se apresenta como defensora do Serviço Nacional de Saúde, universal e gratuito, o que só mereceria o meu apoio... vai-se a ler e não é assim tão claro que seja apenas a defesa do SNS universal e gratuito que esteja em causa já que a mesma começa por enunciar, logo à cabeça, "o encerramento de serviços", não especificando de que serviços se está a falar. Das maternidades? É que se assim for não assino, já antes aqui afirmei que me parece profundamente demagógico o combate contra o fecho de muitas maternidades. Defender o SNS passa também por garantir a melhor assistência a todas as parturientes e isso só se consegue encaminhando-as para serviços e hospitais em que existam todas as valências necessárias a um parto seguro (obstetras, pediatras, anestesistas, neo-natalogistas...).



Quando eu, ou qualquer outra pessoa, aludo à ignorância que transparece nas afirmações de alguém, isso não corresponde, de modo nenhum, a um insulto (se chamar estúpido, cretino ou coisas semelhantes* já é diferente), porque, afinal, a ignorância é um estado e como tal pode ser perfeitamente transitório e ultrapassável. Basta querer saber e procurar informação. (Isto a propósito de alguém que se mostra muito ofendido por eu ter afirmado, numa caixa de comentários, que quem que escreve que é impensável imaginar-se toques de sinos cristãos em cidades muçulmanas demonstra profunda ignorância sobre o que se passa em milhares de cidades muçulmanas com comunidades cristãs. ).

* não tenho problema nenhum em, por vezes, me dedicar ao exercício do insulto, pode ser tããããão libertador. Mas quando o não faço é chato dizerem-me que o faço.