Quarta-feira, 16.01.08
...que o fim do mundo está próximo. Já cheira ao Demo. Que o digam os pecadores que vivem e trabalham na zona de Entrecampos. Não é "gás", é enxofre, mesmo. O cheiro nauseabundo já chega a Sete Rios e está a espalhar-se.



Desta vez a culpa é imputável à audição ad nauseam da apresentação da Play List de Manuel Serrão na TSF na semana passada (o que quer dizer que entre as 13h e as 14h costumo estar no carro, sou mesmo um animal regradinho).


(obrigada Joana)



Parabéns.



... amigo não empata amigo, homessa.


Outro nome possível para este post seria "fusíveis de segurança precisam-se". Nas nossas casas há disjuntores que impedem que, em caso de curto-circuito, haja problema mais sério. O botãozinho dispara e nós lá temos que verificar onde está o problema.
Na política também deveria haver coisas destas. Mas não há. Os partidos tomam iniciativas contraditórias e não há um raio de um fusível que dispare e que avise que "está em curto-circuito". O CDS acaba de fazer isso mesmo. Mote: a "segurança". O CDS é o partido da "segurança", sempre pronto a denunciar o alegado aumento da criminalidade e da insegurança geral, sempre presente para recomendar a fiscalização, o policiamento, as câmaras de vigilância e sei lá mais o quê, certo? Tudo em nome da segurança, correcto? Errado! Escrevi "segurança"? Não era bem isso que queria dizer. Porque há pelo menos um campo em que a fasquia securitária deveria ser rasa. Ironicamente, é o campo de incidência de um organismo que tem a palavra mágica - ou maldita - "segurança" no nome: Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Neste campo (entenda-se, no campo da segurança alimentar e económica), devia ir tudo abaixo. A ASAE deveria chamar-se ABAE, Autoridade de Balda Alimentar e Económica.
E porque digo isto? Por causa da novíssima, brilhante e genial iniciativa do CDS: a criação de um endereço de email (conteoseucaso@cds.pt) onde as pessoas que se sintam lesadas pela ASAE se podem queixar. Não às autoridades competentes, credo. Ao CDS, ao CDS! O CDS é que recolhe as queixas e lhes dará bom uso. Uma espécie de "uma caixa de verdades", como diz o inefável Portas. E para que quer o CDS este belo e inovador instrumento? Para "preparar de forma muito concreta e detalhada" a audição do inspector-geral da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), António Nunes.
Portanto, estamos entendidos. Quando um inspector embirrar com um croquete rançoso, quando um agente desconfiar de um carapau de guelra deslavada, quando um funcionário apreender um óleo de fritura do século passado, Portas estará a ver e não deixará de denunciar e de agir, directamente no coração da democracia, em pleno S. Bento, contra os abusos securitários, em nome da liberdade e da tradição.
Ah! A menos que os queixosos sejam chineses, claro. Aí seria diferente. Ai, o que eu me fartava de rir se a caixa de correio fosse inundada de emails de restaurantes, lojas e estabelecimentos chineses.



Em assuntos em que sou ignorante sabe-me bem ler textos que se afastam, como o diabo da cruz, de posições "fundamentalistas". É por isso que me agradam os do Zéd sobre trangénicos. Pelo menos abalam(-me) certezas (as poucas que eventualmente tivesse).



Há exactamente uma semana tinha constatado, meia chorosa, o desaparecimento das minhas Memórias. Afinal estavam mesmo à frente do meu nariz e num belo estado de conservação, como se pode ver pela imagem. Foi por acaso que esta manhã, muito cedo, dei com elas quando a leitura de uma coisinha no Público me fez procurar um livro na prateleira "gajas". " arranjar mulheres para as listas é fácil, o difícil é arranjar mulheres com qualidade", foram declarações do secretário-geral do PSD/Porto justificando a decisão de dar formação às militantes do partido, com vista ao preenchimento das listas de candidatos aos vários cargos políticos, tendo em consideração as necessidades de paridade. Perante isto deduzo que a qualidade dos militantes/canditatos aos vários cargos políticos homens não lhe mereça qualquer reparo. Opiniões, opiniões... No tal livro que procurava esta manhã - e que não encontrei, bolas - alguém dizia que só haverá verdadeira paridade quando o nível de mediocridade das mulheres que se dedicam à res publica chegar aos mesmos níveis (obscenos, digo eu) da dos homens. Uma mera provocação? A vous de décider...

p.s. - com este paleio não pretendo, bem pelo contrário, negar a validade e pertinência da formação dada aos militantes pelos partidos. Só que estas justificações, aiii..