Terça-feira, 08.01.08
... para a minha irmã que é arraçada de lagarto.



A vida amorosa de Sarkozy tem feito la une dos media nestes últimos meses. Abençoado seja o facto que já não é de Cécilia de quem se fala, é que eu tinha uma trauma com ela. Bastava ouvir o nome e, boing, vinham-me à memória as tenebrosas tardes de domingo de há anos, na altura em que o bisavô da minha filha, um pouco surdo, obrigava toda a casa a ouvir, durante hoooooras, o inenarrável Dimanche Martin, apresentado pelo ex-marido da senhora, Jacques Martin de seu nome e falecido há uns meses (de quem guardo apenas uma boa memória, dizem as crónicas que terá espetado um murraço no M. le President, long time ago). Se há programas televisivos que merecem ter acoplada a mais célebre frase de Joseph Conrad, este é, sem dúvida, um deles.
Não sendo tão má como poderia deixo-vos com uma imagens de L'école des fans. Neste clip conseguem apreciar a criatura (o gajo falava sempre assim, quer os interlocutores fossem ou não crianças) e, ao mesmo tempo, há umas tiradas jeitosas pelo meio, como quando um puto, já quase no fim, lhe pede para parar de lhe cuspir para cima.



... quando se abusa dela perde esse estatuto e passa a ser sintoma de maus fígados e, em muitos casos, sinal daquele exercício infantil a que me referi há poucos dias. Alguém leu o editorial do Público de hoje? eheh, se dúvidas existissem desapareceram. É oficial, entrámos no domínio do comentário político delirante.

Adenda: copiei-o para o baú.





A bomba cinematográfica do ano aí está: chama-se Cloverfield. Estreia dia 18, lá, e 24, cá. Os rumores crescem na proporção directa do segredo que rodeou as filmagens. Uma espécie de filme-catástrofe pós-11 de Setembro. Nada de muito impressionante, pois não? Pois não. Pensei o mesmo. Até que vi o trailer.