Quarta-feira, 02.01.08
... que os malandrões dos jacobinos andam por aí, a mando do Demo, a fazer muitas malfeitorias e, valha-nos Nosso Senhor Jesus Cristo, agora até os nomes dos Santinhos querem tirar das escolas".... Sei que é mais fácil seguir o Correio da Manhã, mas custaria assim taaaanto se, por uma vez, lessem os decretos-lei antes de começarem a clamar "ó da guarda!"?

Blog Review em forma de Adenda: acabei de reparar que o assunto também mereceu um comentário do boss, num post com tags bem escolhidos entre os quais se conta o "jornalismo de merda" e que termina desta forma "E assim nasceu o mito de que um dia a ministra da educação quis limpar os nomes dos santos das escolas. Nasceu e viverá por mil crónicas politicamente incorrectas a publicar por toda imprensa... Pouco importa que tal mito mentiroso surja apenas dias depois do governo, do qual a ministra faz parte, ter anunciado um novíssimo "Hospital de Todos os Santos" para a capital. A mentira tem pernas longas, faz Braga-Lisboa num saltinho de pardal, e a insinuação viverá para sempre."



... que até aconselham, com um ar de eufórica felicidade, a que me inscreva no LisboaBikeTour. Euuuuu de quem dizem que só tenho pernas para chegar aos pedais do carro?! Ressacas criam distorções da realidade, está visto...



Numa festa de passagem de ano caseira com uma grande percentagem de presenças pré-adolescentes era inevitável que houvesse uma televisão ligada a acompanhar a emissão da RTP1 com os Gato Fedorento. Quando, a certa altura, entra em cena uma das minhas heroínas de um Shyza Sound Trash fiquei com cara d'ursa ao perceber que nenhuma daquelas criaturas (não estou a falar dos pré-adolescentes mas das mãezinhas e, mistério ainda maior, dos paizinhos deles) fazia ideia de quem é que os Gato estavam a falar. Nem comigo a cantar o "Boys, boys, boys" lá chegaram... e oh como fui expressiva na coreografia com que acompanhei a canção.



apelo aproveitando o mote fedorento: será que anda por aí alguma alminha que me consiga arranjar a canção que serviu de inspiração a isto? tentámos recordar-nos da letra do "Abraço a Moçambique" (era assim que se chamava?) mas só nos vinham "flashes" muito parcelares.



Na casa onde passei o ano havia um El País com um graaaande editorial a propósito da manifestação "a favor da família" ocorrida em Madrid no dia 30. Tinha ficado com vontade de aconselhar a sua leitura quando voltasse para perto de um pc, ontem o sono traiu-me e esqueci-me de o fazer e ainda bem porque o Miguel Vale de Almeida já transcreveu o mais importante e teceu algumas considerações que subscrevo. Façam o obséquio de ir ao Tempos que Correm, vale a pena.

P.S. - Para além do texto linkado pelo MAV passem também os olhos no "Por la familia, pero sólo la cristiana".